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Geralmente muitas pessoas confundem a endometriose com endometrite, por mais que possam vir a compartilhar algumas semelhanças quanto aos sintomas, as duas doenças se diferem entre si.

Endometrite consiste na infecção, irritação e/ou inflamação do endométrio (revestimento do útero), membrana ou mucosa da qual reveste a parte interna do útero.

Enquanto, endometriose consiste em uma doença ginecológica crônica, da qual se caracteriza pelo surgimento do tecido endometrial em outros locais fora do útero. (Se quiser saber mais a respeito, acesse o artigo anterior clicando aqui)

Os sintomas mais comuns da endometrite são: febre, dor na parte inferior do abdómen, hemorragia vaginal ou corrimento vaginal.

Causas:

A infecção em geral é basicamente a causa mais comum da endometrite, tanto nos casos de endometrite clamidial (infecções sexualmente transmissíveis) quanto de origem gonocócica(infecção genital causada por bactérias).

Normalmente, também é muito comum devido a infeções pós-parto.

Incidência e Fatores de Risco:

Ocorre com frequência em pacientes com inflamação pélvica das trompas da qual denomina-se salpingite, assim como se apresenta em casos de endometrite tuberculosa, endometrite purulenta ou endometrite posterior a uma instrumentação ou cirurgia.

Pode ser ocasionado após o nascimento, após um aborto ou pela inserção de um dispositivo intra-uterino (DIU).

Sintomas

Em geral a endometrite causa desconforto generalizado, inquietação ou mal-estar, do mesmo modo que pode ocorrer febre, que pode ser baixa (de 37.8º a 38.9º C) ou alta (de 39.5º a 40º C)

Assim como ocasiona dor pélvica ou dor uterina (na parte inferior do abdome) (dor uterina) e sangramento ou secreção vaginal anormal conforme cor, quantidade, odor e consistência.

Da mesma maneira que pode acarretar em uma distensão abdominal, além de apresentar dor ao evacuar.

Complicações

A endometrite se não diagnosticada a tempo ou se não for tratada corretamente pode causar complicações, como:

⦁ Infecção pélvica generalizada (peritonite pélvica);
⦁ Formação de abscessos uterinos ou pélvicos;
⦁ Septicemia;
⦁ Choque séptico;
⦁ e até mesmo a Infertilidade.
Diagnóstico
Podem ser realizados os seguintes exames afins para detectar e diagnosticar a endometrite:
⦁ Contagem de glóbulos brancos em quantidade elevada,
⦁ Taxa de sedimentação elevada (TSE),
⦁ Biópsia endometrial
⦁ Laparoscopiaculturas endocervicais para streptococo, clamídia, gonorréia e outros

Tratamento

Em casos mais graves quando ocorre a endometrite devido a infecções pós-parto ou em casos mais complicados quando se apresenta uma infecção mais disseminada ou localizada, essas situações normalmente necessitam de hospitalização.

Geralmente antibióticos intravenosos são utilizados, posteriormente se dá o tratamento à base de antibióticos via oral. Hidratação e repouso devem complementar o tratamento.

De todo modo também é importante que o parceiro realize um tratamento semelhante, com o uso de antibióticos, desse modo evita-se a recontaminação e uma nova infecção, assim como deve ser utilizado preservativos nas relações sexuais.

Conclusão

Nos casos em que a endometrite não é tratada corretamente, podem ter evolução, se tornando mais graves, gerando complicações nos órgãos pélvicos e reprodutivos, causando até mesmo a infertilidade.

Portanto, visto que a endometrite pode causar uma série de efeitos colaterais e riscos à saúde, a mulher deve evitar qualquer situação que possa vir a influenciar a ocorrência de uma infecção, da qual é a principal causa da endometrite.