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A adenomiose consiste em doença ginecológica comum, da qual caracteriza-se pela existência de glândulas e estroma endometriais no miométrio, ou seja, é definida pela presença do endométrio no interior do miométrio.

Dessa forma cria-se um espessamento dentro da própria parede uterina, ocasionando sangramentos cíclicos no interior da camada muscular do útero.

Segundo a OMS Organização Mundial da Saúde estima-se que uma a cada dez mulheres no mundo são acometidas pela adenomiose, ainda assim essa doença não é muito conhecida.

A adenomiose ocorre mais frequentemente no final do período fértil e, normalmente, desaparece após a menopausa.

Na grande maioria das vezes, a adenomiose pode provocar sintomas como sangramento menstrual intenso ou prolongado, cólicas fortes, dor durante a relação sexual ou coágulos sanguíneos durante a menstruação.

Certos medicamentos podem ajudar a aliviar a dor ou diminuir o sangramento intenso. A remoção do útero (histerectomia) é a única cura.

A única cura para adenomiose é a retirada do útero (histerectomia), entretanto através de medicamentos essa doença pode ser controlada.

Portanto, a remoção do útero(histerectomia) só é adotada em último caso, quando o uso de medicamentos como anti-inflamatórios e hormônios, já não controlam mais a adenomiose.

Como a adenomiose surge?

Mesmo que as mulheres tenham adenomiose desde a infância, por ser uma doença assintomática, da qual se desencadeia por algum trauma uterino ou devido ao estiramento os primeiros sintomas de adenomiose surgem apenas 2 a 3 anos após o parto.

Quais são os sintomas?

Os principais sintoma da adenomiose são:
⦁ Aumento ou inchaço da barriga e abdômen;
⦁ Cólicas intensas durante a menstruação;
⦁ Dores durante as relações sexuais;
⦁ Fluxo menstrual intenso, com grande aumento da duração e quantidade;
⦁ Dor ao evacuar e prisão de ventre.

Por muitas vezes a adenomiose pode ser assintomática, ou seja, nem sempre causa sintomas.

Entretanto, é comum que o surgimento dos sintomas ocorra após a gestação e depois da menopausa costumam cessar, da mesma forma que seus sintomas podem ser apenas aliviados, após a menopausa eles tamém podem desaparecer por completo.

Ademais, a adenomiose também pode ser causada pela hemorragia uterina anormal, além da dismenorreia, possuindo muitas vezes um difícil diagnóstico.

Causas da adenomiose

Mas, afinal o que pode causar a adenomiose?

Ainda não existe um esclarecimento bem definido acerca das causas da adenomiose, entretanto acredita-se que pode ser causada por traumas que o útero acaba sofrendo, como cirurgias ginecológicas ou parto cesárea, assim como pode ser resultado da ocorrência de mais de uma gestação na vida mulher.

Além disso, a adenomiose pode ser uma das causas de outros problemas como dismenorreia ou hemorragia uterina anormal, sendo muitas vezes difícil de diagnosticar.

A adenomiose pode prejudicar a gestação?

Devido ao espessamento que provoca no interior do útero, a adenomiose pode afetar a gravidez, acarretando em consequências severas na gestação, como a ocorrência de aborto ou gravidez ectópica.

Em outros casos, a adenomiose também pode dificultar a gravidez ao oferecer dificuldades em relação a fixação do embrião no útero.

Contudo, o acompanhamento do médico obstetra deve ser regular, afim de minimizar e evitar essas complicações.

Normalmente os sintomas da adenomiose surgem após a gestação, visto que ocorrem devido ao estiramento do útero, portanto, grande parte das mulheres conseguem ter filhos antes do aparecimento da doença, ou seja, a maioria engravida normalmente.

Tratamento

O tratamento pode ser feito por meio do uso de medicamentos como anti-inflamatórios, dos quais podem reduzir a dor e o desconforto.

Assim como tratamentos hormonais podem ser adotados, geralmente são usadas pílulas anticoncepcionais ou DIU hormonal.

Em alguns casos também pode ser realizado a embolização uterina, da qual consiste em injetar pequenas partículas na área afetada, através da colocação de um tubo em uma das artérias principais encontrada na virilha.

Dessa forma pode impedir que a área afetada seja atingida pelo suplemento do sangue, reduzindo assim alguns sintomas.
Entretanto o único tratamento que traria a cura definida seria a histerectomia, da qual é desaconselhada nos casos em que as mulheres ainda não tiveram filhos e sejam muito jovens.