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O mioma submucoso é um tipo de mioma que pode se manifestar nas mulheres por conta do aumento da proliferação de células do miométrio, que é a camada média da parede do útero, conduzindo à formação de nódulos no interior do útero e que podem causar dor pélvica e sangramentos.

Esse gênero de mioma está localizado dentro da cavidade uterina e pode ser classificado em níveis diferentes:

Nível 0, quando o mioma está situado totalmente na cavidade uterina, sem que exista projeção para o miométrio, comprometendo apenas o endométrio;
Nível 1, quando mais de 50% do mioma encontra-se na cavidade uterina;
Nível 2, quando mais de 50% do nódulo está no miométrio.

A parede do útero é formada por três camadas: o endométrio, que é a camada mais externa e é o local de implantação do embrião, o miométrio, que é a camada do meio, e o perimétrio que é a camada mais externa. Quando o mioma se desenvolve na parede mais externa, por exemplo, tem o nome de mioma subseroso.

Sintomas do mioma submucoso

O mioma submucoso é o que mais provoca sintomas, em especial, sangramentos, uma vez que há o comprometimento da parede que reveste o útero. Os principais sintomas relacionados ao mioma submucoso são:
Sangramento anormal, que pode ocorrer fora do período menstrual;
Maior fluxo sanguíneo no período menstrual, podendo ser notada também a presença de coágulos;
Dor pélvica;
Anemia ferropriva, por conta do sangramento excessivo;
Compressão de órgãos próximos, principalmente quando o mioma é maior, o que pode causar o aumento da frequência urinária, por exemplo.

O diagnóstico do mioma submucoso é feito pelo ginecologista por meio de exames de imagem, principalmente ultrassonografia e a histeroscopia diagnóstica, que é considerada o principal exame para detecção do mioma submucoso, isso porque possibilita a visualização interna do útero e a classificação do mioma em relação ao endométrio.

 

Mioma submucoso e gravidez
Na presença de mioma submucoso, a fertilidade da mulher fica comprometida. Isso porque há o atingimento do endométrio, que é a parede do útero em que se dá a implantação do embrião. Portanto, as mulheres que apresentam esse tipo de mioma têm mais dificuldade para engravidar e mais chance de sofrerem abortos espontâneos.

 

Sobre o tratamento

O tratamento para o mioma submucoso é estabelecido pelo ginecologista e é feito através da histeroscopia. A histeroscopia cirúrgica é indicada para extração de pólipos uterinos, miomas submucosos, corrigir malformações da cavidade do útero, tratar o espessamento do endométrio, aderências do útero ou retirar o DIU quando este não possui fios visíveis.

A histeroscopia cirúrgica necessita de anestesia, mas o tipo de anestesia depende do tipo de cirurgia a ser realizada. A histeroscopia cirúrgica está contra-indicada em mulheres com câncer do colo do útero, doença inflamatória pélvica e na gravidez.

O pós-operatório da histeroscopia cirúrgica normalmente é simples. Depois da mulher acordar da anestesia, ela fica em observação por cerca de 30 a 60 minutos. Assim que estiver bem acordada e não sentir qualquer desconforto, pode ir para casa. No entanto, a mulher pode ter que ficar internada por no máximo 24 horas.

A recuperação da histeroscopia cirúrgica é geralmente imediata. A mulher pode sentir dor, semelhante à cólica menstrual nos primeiros dias e podem ocorrer perdas de sangue pela vagina. Estas perdas de sangue, em alguns casos, podem estender-se por 3 semanas ou até à menstruação seguinte. O médico administra remédios para controlar esses problemas.