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A laqueadura é um procedimento para bloqueio das trompas, a fim de evitar a concepção definitivamente. Vale ressaltar que a laqueadura não funciona em 2,3 a 16,5 mulheres em cada mil cinco anos depois da cirurgia. Passados 10 anos, este número sobe para entre 3,7 e 24,8 mulheres com falha para cada mil que passaram pelo procedimento. Os clips ficam podem não dar certo em 31,7 a 36,5 das mulheres em cada mil e os “stents tubários” podem não ser eficazes em 96 casos por 1.000 em 10 anos. Nas trompas, é o local onde acontece o encontro do óvulo com os espermatozóides, propiciando a fecundação.

O processo para obstruir este canal impede a fecundação ou a fertilização, tornando impossível a gravidez por essa via. Hoje em dia, há um “stent tubário” (similar a uma mola) que é inserido por histeroscopia ambulatorial, sem a anestesia e tem o mesmo objetivo de obstruir a trompa.

Este procedimento é indicado para a mulher ou casal que decide por uma anticoncepção definitiva, isto é, a esterilização feminina para pacientes que não podem passar por uma gravidez devido a risco de morte ou não desejam ter mais filhos. Nos dias atuais, não dá para dizer que o método é definitivo, pois existem os procedimentos de fertilização artificial.

Se for realizada a salpingectomia (remoção das trompas), o procedimento pode contribuir para a prevenção do câncer de ovários. A oclusão das trompas pode ainda prevenir infecções pélvicas.
A laqueadura não é indicada para mulheres com doença ou problemas clínicos que contraindiquem a cirurgia e/ou anestesia, infecções que contraindiquem a colocação do “stent tubário”, que já estejam grávidas e casos em que o procedimento está fora dos parâmetro da Lei 9.263/96 relativo ao Planejamento Familiar.

Laqueadura: como é realizada

A laqueadura tubária envolve inúmeras técnicas quanto ao procedimento e pode ser realizado por vários acessos como: abdominal aberta (por incisão abdominal ou laparoscopia), vaginal e por histeroscopia.

De acordo com a via de acesso, a paciente será colocada em uma posição diferente para adequada exposição das trompas. Pode-se usar: anestesia geral, bloqueio (raquidiana) com ou sem sedação e, no caso da colocação do “stent tubário”, não é necessário o uso da anestesia.

Se o procedimento for por incisão abdominal, ela pode ser feita periumbilical no pós-parto cesárea imediato, quando houver risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado e assinado por dois médicos. Também podem ser feitas incisões acima do púbis (mini, nos casos possíveis, incisões de + ou – 3 cm) longitudinais ou transversais.

No caso de ser realizada por laparoscopia são utilizadas as incisões de rotina periumbilical e duas laterais. Para facilitar a exposição das trompas, pode-se usar um manipulador uterino, e aparelhos para colocar um anel de elástico, clip metálico, dar os pontos ou usar o cautério.

Os procedimentos vaginais e por histeroscopia não têm cicatriz. A exposição das trompas acontece pela vagina e o “stent tubário” é colocado por histeroscopia, ou seja, por meio de uma haste flexível com um luz e uma câmera na ponta, que projeta a imagem em uma tela e ajuda a equipe médica a enxergar as trompas da paciente, realizando o procedimento.

Vale ressaltar que a laqueadura não funciona em 2,3 a 16,5 mulheres em cada mil cinco anos depois da cirurgia. Passados 10 anos, este número sobe para entre 3,7 e 24,8 mulheres com falha para cada mil que passaram pelo procedimento. Os clips ficam podem não dar certo em 31,7 a 36,5 das mulheres em cada mil e os “stents tubários” podem não ser eficazes em 96 casos por 1.000 em 10 anos.