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Ubatuba

Ubatuba é um município brasileiro localizado no litoral norte do estado de São Paulo. A população aferida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na contagem estimativa de 2014 foi de 85 399 habitantes. O território municipal ocupa 710,783 km², 83% dos quais localizados no Parque Estadual da Serra do Mar. A densidade demográfica de 110,87 hab/km².

Ubatuba é um dos quinze municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados requisitos definidos por lei estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de estância balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Seu nome tem origem tupi e há pelo menos duas interpretações para o nome. Em tupi, ubá significa canoa, enquanto u’ubásignifica cana-do-rio, que é uma gramínea que era utilizada na confecção de flechas pelos índios. Como tyba indica “ajuntamento”, o nome da cidade pode significar tanto “ajuntamento de canas-do-rio” quanto “ajuntamento de canoas”.

 

HISTÓRIA

Ocupação indígena

No século XVI, Ubatuba fazia parte de uma região litorânea maior ocupada pelos índios tupinambás. A primeira possível referência ao local aparece na obra de Hans Staden, que permaneceu cativo numa aldeia chamada Uwatibi, em Angra dos Reis, a qual tinha o mesmo nome do local da atual cidade de Ubatuba, sítio em que os índios tupinambás se reuniam com muitas canoas para expedições de guerra contra os tupiniquins e os portugueses em Burikioca (Bertioga) e Upau-Nema (São Vicente).

Tanto Hans Staden quanto outros autores europeus da época mencionam que o chefe supremo dos tupinambás era Cunhambebe e que seu território se estendia desde o Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba, até o Cabo de São Tomé, no leste do estado do Rio de Janeiro, abrangendo também todo o território ao longo do Rio Paraíba do Sul. Apenas décadas mais tarde, nos relatos de José de Anchieta, é que encontramos menção à aldeia de Iperoig, que pode significar “rio do tubarão” ou “rio das perobas”. Iperoig e a luta contra os franceses.

Os índios tupinambás estiveram entre os primeiros índios brasileiros a sofrer o impacto dos portugueses, uma vez que foram escravizados para os engenhos de cana-de-açúcar em São Vicente. Isso motivou uma firme aliança dos tupinambás com os franceses da França Antártica, que ocuparam a região da baía de Guanabara. Essa aliança, liderada por Cunhambebe, ficou conhecida como Confederação dos Tamoios.

Em 1563, José de Anchieta partiu com Manuel da Nóbrega de São Vicente para a aldeia de Iperoig, com o objetivo de pacificar os tupinambás. Anchieta permaneceu refém durante vários meses em Iperoig, enquanto Manuel da Nóbrega voltou a São Vicente acompanhado de Cunhambebe para acertar o tratado de paz conhecido como Paz de Iperoig.

Com a paz estabelecida com os índios tupinambás fronteiriços a São Vicente, os portugueses destruíram boa parte da nação tupinambá em conflitos na baía de Guanabara (em Uruçumirim – atual aterro do Flamengo) e em Cabo Frio, expulsando os franceses da região.

Criação da vila

Enquanto os remanescentes tupinambás da Guanabara e de Cabo Frio se embrenharam mata adentro, abrindo espaço para a fundação do Rio de Janeiro, a população da região de Iperoig, em sua maioria, permaneceu em seus locais. Com o objetivo de assegurar a posse portuguesa da colônia, o então governador-geral empreendeu um esforço para colonizar a área. Assim, em 28 de outubro de 1637, a Aldeia de Iperoig foi elevada a vila, com o nome de Vila Nova da Exaltação à Santa Cruz do Salvador de Ubatuba, subordinada à sessão norte da Capitania de Itanhaém.

Ao longo do século XVIII, a produção agrícola cresceu e a Baía de Ubatuba se transformou no mais movimentado porto da Capitania de São Vicente. Em 1789, entretanto, o governo de Lorena determinou que toda exportação só poderia ser feita pelo Porto de Santos, o que levou à primeira decadência econômica de Ubatuba. O governador seguinte, Melo de Castro e Mendonça, concedeu novamente o direito ao livre comércio da vila.

Ascensão e decadência econômica

Ao longo do século XIX, Ubatuba foi uma cidade rica, graças à atividade portuária. Em 1855, a cidade passou de vila a comarca. Alguns exportadores cogitaram a construção de uma ferrovia, para rivalizar com os portos de Santos e do Rio de Janeiro. Essa ferrovia foi impedida pelo governo brasileiro, através de moratória. Com a gradual perda de importância para suas concorrentes mais bem abastecidas, no final do século Ubatuba mergulhava em isolamento e decadência econômica.

Recuperação turística

Em 21 de abril de 1933, o engenheiro Mariano Montesanti inaugurou sua rodovia descendo para Ubatuba a partir de Taubaté, fazendo a primeira ligação por estrada com o planalto e o vale do Paraíba. Essa estrada deu grande impulso ao turismo no litoral recortado do município, principalmente da população de Taubaté. As casas de veraneio passaram a abundar na cidade. Em 1948, Ubatuba conquistou a categoria de estância balneária.

A especulação imobiliária e turística, entretanto, contribuiu para a rápida destruição do patrimônio histórico de Ubatuba. Hoje, sobram poucas mostras da ocupação antiga: o exemplo mais destacado talvez seja o Sobradão do Porto. Hoje, Ubatuba resgata seu passado na cultura caiçara, nas ruas, nas festas de origem portuguesa e nos edifícios históricos, revelando seu potencial como estância balneária para o turismo.

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O que fazer em Ubatuba

A natureza é o cenário dos passeios e das atividades de Ubatuba, afinal, a cidade conta com dezenas de praias, além de ilhas, cachoeiras e parques estaduais. Mergulho, trekking e surf são os esportes oficiais, mas quem só quer saber de relaxar, os passeios de escuna e de barco levam a paisagens paradisíacas sem exigir qualquer esforço.

ILHA ANCHIETA

Transformada em parque estadual, a Ilha Anchieta é um dos melhores pontos de mergulho do litoral Norte de São Paulo. O local é parada obrigatória de muitos passeios de escuna e oferece trilhas, praias de águas transparentes e ruínas de um antigo presídio. O mergulho também é praticado nas ilhas Vitória, das Couves, das Cabras.

TOMAR BANHO NA CACHOEIRA ÁGUA BRANCA

Maior queda d´água da região, Água Branca tem 120 metros. Limpa, é indicada para um revigorante banho depois da pesada caminhada de seis horas. É fundamental contar com o acompanhamento de um guia, uma vez que a região é repleta de trilhas que levam a outros destinos. Ao longo do caminho, cascatas como do Corrêa, do Zé, da Renata encantam e refrescam as pessoas.

FAZER TRILHAS

As trilhas mais conhecidas de Ubatuba são as do Corcovado – ponto mais alto da cidade, a 1.160 metros de altitude -, Bonete e das Sete Fontes, todas vencidas depois de cerca de uma hora de caminhada. Há muitas outras em meio à Serra do Mar que levam a cachoeiras e praias selvagens, passando por ruínas.  .

PASSEAR DE ESCUNA

Os passeios de escuna são boas oportunidades para conhecer as ilhas da região e algumas praias de acesso complicado para seguir a pé. Os tours levam à Ilha Anchieta, com paradas nas praias do Engenho e de Palmas; e à Ilha de Prumirim. Também é possível fazer passeios em barcos de pescadores partindo de algumas praias.

AQUÁRIO E TAMAR

Programas perfeitos para um dia de chuva ou para levar os pequenos: visitar o Aquário e o Projeto Tamar, onde as tartarugas reinam absolutas!

CURTIR A NOITE

A vida noturna em Ubatuba fica é agitada no verão e nos feriados prolongados, quando as boates abrem as portas. Entre as mais badaladas está a 180 Graus, na praia dos Matarazzo, com ambientes variados e vista para o mar; e a Areia Summer, na praia Vermelha do Norte.