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São Paulo

São Paulo é um município brasileiro, capital do estado de São Paulo e principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. É a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano, da lusofonia e de todo o hemisfério sul. São Paulo é a cidade brasileira mais influente no cenário global, sendo considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta, recebendo a classificação de cidade global alfa, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC). O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é “Non ducor, duco“, frase latina que significa “Não sou conduzido, conduzo”.

Fundada em 1554 por padres jesuítas, a cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Ipiranga, o MASP, o Parque Ibirapuera, o Jardim Botânico de São Paulo e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, a São Paulo Fashion Week e a Parada do orgulho LGBT.

O município possui o 10º maior PIB do mundo, representando, isoladamente, 10,7% de todo o PIB brasileiro e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil,  além de ter sido responsável por 28% de toda a produção científica nacional (2005) e por mais de 40% das patentes produzidas no país.  A cidade também é a sede da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo(BM&FBovespa), a segunda maior bolsa de valores do mundo em valor de mercado. São Paulo também concentra muitos dos edifícios mais altos do Brasil, como os edifícios Mirante do Vale, Itália, Altino Arantes, a Torre Norte, entre outros.

São Paulo é a 7ª cidade mais populosa do planeta e sua região metropolitana, com cerca de 20 milhões de habitantes, é a 8ª maior aglomeração urbana do mundo. A cidade também possui um caráter cosmopolita, sendo que, em 2016, possuía moradores nativos de 196 países diferentes. Regiões ao redor da Grande São Paulo também são metrópoles, como Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba; além de outras cidades próximas, que compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como Sorocaba e Jundiaí. Esse complexo de metrópoles — o chamado Complexo Metropolitano Expandido — ultrapassa 30 milhões de habitantes (cerca de 75% da população do estado) e forma a primeira megalópole do hemisfério sul.


 

HISTÓRIA

Fundação

A povoação de São Paulo de Piratininga surgiu em 25 de janeiro de 1554 com a construção de um colégio jesuíta por doze padres, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha, por finalidade, a catequese dos índios que viviam na região do Planalto de Piratininga, separados do litoral pela Serra do Mar, chamada pelos índios de “Serra de Paranapiacaba”.

O nome São Paulo foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, mesmo dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme disse o padre José de Anchieta em carta à Companhia de Jesus: Período colonial

O povoamento da região do Pátio do Colégio teve início em 1560, quando, na visita de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, à Capitania de São Vicente, este ordenou a transferência da população da Vila de Santo André da Borda do Campo, que fora criada por João Ramalho em 1553, para os arredores do colégio, denominado “Colégio de São Paulo de Piratininga”, local alto e mais adequado (uma colina escarpada vizinha a uma grande várzea, a Várzea do Carmo, por um lado e, pelo outro lado, por outra baixada, o Vale do Anhangabaú), para melhor se proteger dos ataques dos índios. Desta forma, em 1560, a Vila de Santo André da Borda do Campo foi transferida para a região do Pátio do Colégio de São Paulo e passou a se denominar Vila de São Paulo, pertencente à Capitania de São Vicente.

São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, o litoral e se mantinha por meio de lavouras de subsistência. São Paulo foi, por muito tempo, a única vila no interior do Brasil. Esse isolamento de São Paulo se dava principalmente porque era dificílimo subir a Serra do Mar a pé da Vila de Santos ou da Vila de São Vicente para o Planalto de Piratininga. Subida esta que era feita pelo Caminho do Padre José de Anchieta. Mem de Sá, quando de sua visita à Capitania de São Vicente, proibira o uso do “Caminho do Piraiquê” (hoje Piaçaguera), por serem, nele, frequentes os ataques dos índios.

Em 22 de março de 1681, o Marquês de Cascais, donatário da Capitania de São Vicente, transferiu a capital da Capitania de São Vicente para a Vila de São Paulo, que passou a ser a “Cabeça da Capitania”. A nova capital foi instalada, em 23 de abril de 1683, com grandes festejos públicos.

Por ser a região mais pobre da colônia portuguesa na América, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios porque, sendo extremamente pobres, os paulistas não podiam comprar escravos africanos. Saíam, também, em busca de ouro e de diamantes. A descoberta do ouro na região de Minas Gerais, na década de 1690, fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo.

Foi criada, então, em 3 de novembro de 1709, a nova Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, quando foram compradas, pela coroa portuguesa, a Capitania de São Paulo e a Capitania de Santo Amaro de seus antigos donatários. Em 11 de julho de 1711, a Vila de São Paulo foi elevada à categoria de cidade. Logo em seguida, por volta de 1720, foi encontrado ouro, pelos bandeirantes, nas regiões onde se encontram hoje a cidade de Cuiabá e a Cidade de Goiás, fato que levou à expansão do território brasileiro para além da Linha de Tordesilhas.

Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo econômico paulista da cana-de-açúcar, que se espalhou pelo interior da Capitania de São Paulo. Pela cidade de São Paulo, era escoada a produção açucareira para o Porto de Santos. Nessa época, foi construída a primeira estrada moderna entre São Paulo e o litoral: a Calçada do Lorena.

Período imperial

Após a Independência do Brasil, ocorrida onde hoje fica o Monumento do Ipiranga, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I do Brasil em 1823. Em 1827, houve a criação de cursos jurídicos no Convento de São Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, graças ao qual, a cidade passa a ser denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga.

Outro fator do crescimento de São Paulo foi a expansão da produção do café, inicialmente na região do Vale do Paraíba paulista, e depois nas regiões de Campinas, Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto. De 1869 em diante, São Paulo passa a beneficiar-se de uma ferrovia que liga o interior da província de São Paulo ao porto de Santos, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, chamada de A Inglesa.

Surgem, no final do século XIX, várias outras ferrovias que ligam o interior do estado à capital, São Paulo. São Paulo tornou-se, então, o ponto de convergência de todas as ferrovias vindas do interior do estado. A produção e exportação de café permite à cidade e à província de São Paulo, depois chamada de Estado de São Paulo, um grande crescimento econômico e populacional.

De meados desse século até o seu final, foi o período que a província começou a receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias começaram a se instalar.

República Velha

Com o fim do Segundo Reinado e início da República a cidade de São Paulo, assim como o estado de São Paulo, tem grande crescimento econômico e populacional, também auxiliado pela política do café com leite e pela grande imigração europeia e asiática para São Paulo. Sobre o grande número de imigrantes na capital paulista, Cornélio Pires recolheu, em seu livro “Sambas e Cateretês”, uma modinha, de 1911, de Dino Cipriano, que descreve a impressão que o homem do interior tinha da capital paulista.

Durante a República Velha (1889–1930), São Paulo passou de centro regional a metrópole nacional, se industrializando e chegando a seu primeiro milhão de habitantes em 1928. Seu maior crescimento, neste período, relativo se deu, na década de 1890, quando dobrou sua população. O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX e pela Avenida Paulista em 1900, onde se construíram muitas mansões.

O vale do rio Anhangabaú é ajardinado e a região situada à sua margem esquerda passa a ser conhecida como Centro Novo. A sede do governo paulista é transferida, no início do século XX, do Pátio do Colégio para os Campos Elísios. São Paulo abrigou, em 1922, a Semana de arte moderna que foi um marco na história da arte no Brasil. Em 1929, São Paulo ganha seu primeiro arranha-céu, o edifício Martinelli.

As modificações realizadas na cidade por Antônio da Silva Prado, o Barão de Duprat e Washington Luís, que governaram de 1899 a 1919, contribuíram para o clima de desenvolvimento da cidade; alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída naquele período.

Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, para a qual contribuiu também as dificuldades de acesso às importações durante a Primeira Guerra Mundial, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras. A partir da década de 1920 com a retificação do curso de rio Pinheiros e reversão de suas águas para alimentar a Usina Hidrelétrica Henry Borden, terminaram os alagamentos nas proximidades daquele rio, permitindo que surgisse na zona oeste de São Paulo, loteamentos de alto padrão conhecidos hoje como a “Região dos Jardins“.

Revolução de 1932 à contemporaneidade

Em 1932, São Paulo se mobiliza no seu maior movimento cívico: a revolução constitucionalista, quando toda a população se engaja na guerra contra o “Governo Provisório” de Getúlio Vargas. Em 1934, com a reunião de algumas faculdades criadas no século XIX e a criação de outras, é fundada a Universidade de São Paulo (USP), hoje a maior do Brasil. Outro grande surto industrial deu-se, durante a Segunda Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura na década de 1930 e às restrições ao comércio internacional durante a guerra, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento econômico muito elevada que se manteve elevada no pós-guerra.

Em 1947, São Paulo ganha sua primeira rodovia asfaltada: a Via Anchieta (construída sobre o antigo traçado do Caminho do Padre José de Anchieta), liga a capital ao litoral paulista. Na década de 1950, São Paulo era conhecida como A cidade que não pode parar e como A cidade que mais cresce no mundo.

São Paulo realizou uma grande comemoração, em 1954, do “Quarto Centenário” de fundação da cidade. É inaugurado o Parque do Ibirapuera, lançados muitos livros históricos e descoberta a nascente do rio Tietê em Salesópolis. Com a transferência, a partir da década de 1950, de parte do centro financeiro da cidade que fica localizado no centro histórico (na região chamada de “Triângulo Histórico”), para a Avenida Paulista, as suas mansões foram, na sua maioria, substituídas por grandes edifícios.

No período da década de 1930 até a década de 1960, os grandes empreendedores do desenvolvimento de São Paulo foram o prefeito Francisco Prestes Maia e o governador do estado de São Paulo Ademar de Barros, o qual também foi prefeito de São Paulo entre 1957 e 1961. Prestes Maia projetou e implantou, na década de 1930, o “Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo“, que revolucionou o trânsito de São Paulo.

Estes dois governantes são os responsáveis, também, pelas duas maiores intervenções urbanas, depois do Plano de Avenidas, e que mudaram São Paulo: a retificação do rio Tietê com a construção de suas marginais e do Metrô de São Paulo: em 13 de fevereiro de 1963, o governador Ademar de Barros e o prefeito Prestes Maia criaram as comissões (estadual e municipal) de estudos para a elaboração do projeto básico do Metrô de São Paulo, e destinaram ao Metrô suas primeiras verbas.

No início dos anos 1960, São Paulo já somava quatro milhões de habitantes. Iniciado a sua construção em 1968, na gestão do prefeito José Vicente de Faria Lima, o metrô paulistano começou a operar comercialmente em 14 de setembro de 1974 e atualmente conta com uma rede de 75,5 quilômetros de extensão e 63 estações.

Atualmente, o crescimento tem-se desacelerado, devido ao crescimento industrial de outras regiões do Brasil. As últimas décadas atestaram uma nítida transformação em seu perfil econômico, que vem adquirindo, cada vez mais, matizes de um grande polo nacional de serviços e negócios, sendo considerada, hoje, um dos mais importantes centros de comércio global da América Latina.

 

PRINCIPAIS ATRAÇÕES

A capital econômica do país pode não parecer o mais evidente destino turístico. Mas há muito que ver e fazer em São Paulo. As opções de cultura, comércio e gastronomia em Sampa se comparam às das mais concorridas metrópole internacionais. Experimente caminhar pelo coração de São Paulo, a Avenida Paulista, a Wall Street brasileira, que também é recheada de programas culturais. Dê um pulo ao Parque Trianon, escolha um cinema ou uma peça teatral e divirta-se.

Sabe o Chatô? Sim, o poderoso Assis Chateaubriand. Em parceria com o jornalista e crítico de arte Pietro Bardi, criou o MASP – Museu de Arte de São Paulo -, que abriga coleções de arte europeia e brasileira. Nomes como Renoir, Monet, Van Gogh, Delacroix e Cézanne fazem parte da exposição permanente. Todas essas relíquias estão preservadas dentro do projeto arquitetônico futurista de Lina Bo Bardi, inaugurado em 1947.

Antes de criar Brasília, Oscar Niemeyer, em 1948, presenteou os paulistas com a arrojada arquitetura do MAM – Museu de Arte Moderna, que marcou as criações artísticas e agitou a cultura brasileira na segunda metade do século 20. O MAM está para o Parque do Ibirapuera assim como o Metropolitan Museum de Nova York está para o Central Park.

Coincidências à parte, o MASP atrai cada vez mais o público interessado no que há de melhor em obras internacionais e brasileiras, contando com belos exemplares de Tarsila do Amaral, Portinari e Di Cavalcanti, entre outros.

O pulmão de Sampa é o palco de uma preservada floresta que hospeda saudáveis exemplares da nossa fauna e flora. Lugar preferido pelos paulistas para praticar esportes e relaxar, é uma excelente opção para todas as idades. Conheça o Pavilhão da Bienal, com acesso pelo portão 3, outro point da Arte Contemporânea Brasileira, com um excelente núcleo de história e informações.

O Japão conquistou a Liberdade. Com luminárias e portais tipicamente japoneses, o bairro da Liberdade transformou-se em parada obrigatória para quem curte saborear as delícias da culinária oriental. Entre um sushi e um sashimi, você deve conhecer a Praça da Liberdade, onde são realizadas cerimônias e festas que celebram a cultura desses imigrantes que chegaram por aqui no início do século passado.

Com o objetivo de divulgar a cultura latino-americana, em 1989, foi inaugurado o Memorial da América Latina, também assinado pelo competente traço de Oscar Niemeyer. Outro grande marco de Sampa é a grandiosa Estação da Luz, projetada em estilo vitoriano em 1901, com todo o material de construção trazido da Inglaterra. Se você quiser voltar à época do império, não deixe de passear pela arquitetura europeia do Museu do Ipiranga, que possui um acervo valioso com peças da República e do Império, além de uma biblioteca com mais de 100 mil volumes.

Palacetes culturais realmente não faltam no Centro da cidade. Conheça também a Pinacoteca do Estado, local de grandes exposições internacionais, escolhida para hospedar obras de Rodin, além de um enorme acervo permanente de 4 mil obras que retrata a trajetória cultural e artística dos últimos séculos. Aproveite ara conhecer  também o Mercado Municipal – os dois atrativos podem ser combinados numa mesma saída. Vale a pena, ainda, contemplar o espigão da Avenida Paulista de dois mirantes opostos: o Terraço Itália e o hotel Unique.

Mais novo atrativo cultural da cidade, o Instituto Moreira Salles foi inaugurado em 2017, em plena Paulista. Com sete andares, abriga, além das áreas para exposições, um cine teatro – onde acontecem mostras de filmes, eventos musicais, seminários e debates –, uma biblioteca de fotografia, salas de aula, loja/livraria, café e restaurante. Programa imperdível em especial aos domingos, quando a avenida fica fechada para automóveis. O espaço tem entrada gratuita.

O cardápio da cidade é generoso em restaurantes alemães, árabes, brasileiros, chineses, coreanos, escandinavos, franceses, gregos, indianos, japoneses, portugueses, suíços, tailandeses, vegetarianos e até judaicos. Boa parte deles está espalhada pelo eixo Itaim-Jardins, além de Higienópolis. Prefere uma pizza? Já para o Bixiga, bairro conhecido como “piccola Itália”, onde você pode escolher uma entre tantas pizzarias.

Para queimar as calorias, aposte nas compras – a capital oferece opções para todos os gostos, bolsos e estilos: dos shoppings sofisticados às ruas especializadas em pechinchas, como José Paulino, 25 de Março e Santa Ifigênia. Depois, é só seguir para a fervilhante noite de São Paulo, afinal, a  cidade nunca dorme! Circule pelos bairros Cerqueira César, Jardins, Pinheiros, Vila Olímpia, Itaim e Vila Madalena onde a abundância de bares e casas noturnas atrai cada vez mais frequentadores.