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Salvador

 

Salvador, fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, é um município brasileiro, capital do estado da Bahia. Situada na Zona da Mata da Região Nordeste do Brasil, Salvador é notável em todo o país pela sua gastronomia, música e arquitetura, também reconhecidas internacionalmente.

A influência africana em muitos aspectos culturais da cidade a torna o centro da cultura afro-brasileira. Primeira sede da administração colonial portuguesa do Brasil, a cidade é uma das mais antigas da América e uma das primeiras cidades planejadas, ainda no período do Renascimento.

Sua fundação em 1549 por Tomé de Sousa ocorreu por conta da implantação do Governo-Geral do Brasil pelo Império Português. Determinadas a partir do marco da fundação da cidade, no Forte de Santo Antônio da Barra.

A centralização como capital junto à colonização escravocrata foram importantes fatores na formação do perfil do município, da mesma forma que certas características geográficas. A construção da cidade se deu acompanhando a topografia acidentada, inicialmente com a formação de dois níveis (Cidade Alta e Cidade Baixa) sobre uma escarpa acentuada e, mais tarde, com a concepção das avenidas de vale.

Com 692,818 quilômetros quadrados de área, seu território emerso é peninsular e o litoral é margeado pela Baía de Todos os Santos a oeste e pelo Oceano Atlântico a leste.

O Centro Histórico de Salvador, iconizado no bairro do Pelourinho, é conhecido pela sua arquitetura colonial portuguesa com monumentos históricos que datam do século XVII até o início do século XX, tendo sido declarado como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1985. Palco de um dos maiores carnavais do mundo (maior festa de rua do mundo segundo o Guiness Book), o reconhecimento internacional da música de Salvador veio pelo anúncio de dezembro de 2015 da integração do município à Rede de Cidades Criativas da Unesco, tendo sido reconhecida como “Cidade da Música”, título singular no país.

Com mais de 2,9 milhões de habitantes, é o município mais populoso do Nordeste e o terceiro do Brasil. Dentre as cidades latino-americanas é a nona. É núcleo de região metropolitana conhecida como “Grande Salvador”, que possuía uma estimativa de 3 984 583 habitantes em 2016 de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  o que a torna a segunda área metropolitana mais populosa do Nordeste, sétima do Brasil e uma das 120 maiores do mundo.

Centro econômico do estado, Salvador é também porto exportador, centro administrativo e turístico. Em 2015, tinha o maior produto interno bruto (PIB) dentre os municípios nordestinos. Além de grandes empresas, a cidade sedia ou sediou também muitos eventos, organizações, instituições de ensino públicas e privadas, e importantes universidades públicas, como a Universidade do Estado da Bahia (onde localiza-se o campus I da universidade) e a Universidade Federal da Bahia.

 

História da Bahia

Primeiros povos e contato europeu

Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada por um desses povos tupis, os tupinambás.

A presença dos europeus data desde, pelo menos, o naufrágio de um navio francês em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o famoso Caramuru. Em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguaçu.

Em 1535, chegou, à região, o primeiro dos donatários portugueses criados com a instituição do sistema das capitanias hereditárias, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu a capitania das mãos do rei português dom João III. Coutinho fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha.

Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi morto.

Fundação e período colonial

Em 29 de março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, na Barra, Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador: já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa. No local de desembarque, na Praia do Porto da Barra, está o “Marco da Fundação da Cidade”, uma coluna de 6 metros de altura feita em pedra de lioz. O monumento foi posto pela comunidade portuguesa na Bahia em 1952, restaurado em 2013.

Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas.

Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil. Chegou a 13 de julho de 1553, trazendo 260 pessoas (entre elas, o filho Álvaro), jesuítas, como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, realizou uma profícua administração.

A cidade foi invadida pelos neerlandeses em 1624-1625 e em 1638. O açúcar, no século XVII — assim como no século anterior —, era o produto mais exportado pela América Portuguesa, e a Bahia era a segunda maior capitania produtora de açúcar no Brasil, atrás de Pernambuco. Na época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho.

A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital e sede da administração colonial do Brasil até 1763. Em 1798, ocorreu a Revolta dos Alfaiates, na qual estavam envolvidos homens do povo como Lucas Dantas e João de Deus, e intelectuais da elite, como Cipriano Barata e outros profissionais liberais.

Em 1809, Marcos de Noronha e Brito, o conde dos Arcos, iniciou sua administração. Em 1812, inaugurou o Teatro São João, onde mais tarde Xisto Bahia cantaria suas chulas e lundus, e Castro Alves inflamaria a plateia com os maravilhosos poemas líricos e abolicionistas. Ainda no governo do Conde dos Arcos, ocorreram os grandes deslizamentos nas Ladeiras da Gameleira, Misericórdia e Montanha.

Período imperial

No século XIX, no período imperial, alterações sociais provocaram a mudança da elite do Pelourinho para a Vitória. Casarões dessa época ainda persistem no Corredor da Vitória a despeito da especulação imobiliária.

Em 1835, ocorreu a revolta dos escravos muçulmanos, conhecida como Revolta dos Malês. Durante o século XIX, Salvador continuou a influenciar a política nacional, tendo emplacado diversos ministros de Gabinete no Segundo Reinado, tais como José Antônio Saraiva, José Maria da Silva Paranhos, Sousa Dantas e Zacarias de Góis. Com a proclamação da República e a crise nas exportações de açúcar, a influência econômica e política da cidade no cenário nacional decresce.

Período republicano

Em 1912, ocorreu o bombardeio da cidade, causado pelas disputas entre as lideranças oligárquicas na sucessão do governo: foram destruídos a biblioteca e o arquivo, perdendo-se, de forma irremediável, importantes documentos históricos da cidade.

Na virada entre os séculos XIX e XX, as influências das intervenções urbanísticas em Paris pelo Barão Haussmann chegaram à cidade. Por isso, em 1915 foi inaugurada a Avenida Sete de Setembro, construída a partir de algumas demolições. Após vários aterros sobre a Baía de Todos os Santos, o bairro do Comércio surgiu em 1920 para concentrar as atividades financeiras na cidade, com sedes de agências de exportação e de câmbio e instituições bancárias e financeiras.

Durante a década de 1960, o processo de industrialização no estado atraiu a população do interior e intensificou a formação das periferias na capital.

A partir da década de 1970 as atividades econômicas de comércio varejista passaram a agrupar-se em centros comerciais(shopping centers). Assim, empreendimentos do tipo surgiram na cidade e para lá se deslocaram lojas de vestuário e departamento bem como restaurantes.


PRINCIPAIS ATRAÇÕES

A mistura de raças, culturas e credos, que recebeu doses generosas de alegria e sincretismo, conferiu a Salvador um astral único e “arretado” que atrai brasileiros e estrangeiros o ano inteiro. É no verão, entretanto, que a capital baiana ganha ainda mais brilho, com as festas populares que arrastam multidões atrás de imagens religiosas e, claro, dos trios elétricos. De dezembro até o Carnaval, são muitos os homenageados – do Senhor do Bonfim ao Rei Momo.

Primeira capital do Brasil, Salvador reúne o presente e o passado em perfeita harmonia e, levando-se em conta a topografia da cidade – dividida em Alta e Baixa – fica fácil mapeá-la e vislumbrar os atrativos escancarados em cada esquina.

É na parte alta que fica o colorido Pelourinho, bairro histórico e tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Em suas ruas e vielas estão centenas de casarões dos séculos 17 e 18 que abrigam de museus a terreiros de candomblé, além de templos católicos que atraem estudiosos do mundo todo – é o caso da Igreja de São Francisco, considerada a obra barroca mais rica do país.

Rio Vermelho reúne as baianas e os acarajés mais famosos da cidade

Para chegar à parte baixa de cidade é preciso entrar, literalmente, em um dos cartões-postais de Salvador: o Elevador Lacerda, que faz a ligação entre os dois pontos. Uma vez à beira da Baía de Todos-os-Santos, explorar as praias é fundamental. Entre as urbanas, Porto da Barra é a mais democrática e movimentada.

Afastadas do Centro, Itapuã, Stella Maris e Flamengo têm águas limpas e trânsito intenso nos fins de semana. No meio do caminho, o bairro do Rio Vermelho reúne os boêmios e os fãs dos mais famosos acarajés de Salvador, preparados pelas baianas Dinha e Regina.

No quesito gastronomia, aliás, as ofertas vão muito além do bolinho recheado com vatapá e camarão seco. As receitas típicas, que mesclam com perfeição ingredientes indígenas, africanos e portugueses, levam à mesa delícias como bobó, moqueca e caruru, sempre perfumados pelo azeite-de-dendê.


PELOURINHONenhum outro lugar reflete tão bem a alma da Bahia quanto o Pelourinho. Considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o bairro na Cidade Alta, tem mais de 800 casarões dos séculos 17 e 18. Vielas, ladeiras e largos concentram igrejas, museus, restaurantes, lojas e um vaivém de gente de Salvador, do Brasil e do mundo.

 

APRECIAR A IGREJA E CONVENTO DE SÃO FRANCISCOCentenas de quilos de ouro enchem de brilho os altares da igreja mais rica do país. Considerado um dos mais extraordinários monumentos do barroco mundial, o templo de São Francisco, erguido em 1723, tem ainda balaustradas em jacarandá negro, pinturas ilusionistas e uma bela imagem de São Pedro de Alcântara.

 

FESTAS DE LARGODe dezembro a fevereiro, Salvador ganha a energia das festas religiosas. Conhecidas como Festas de Largo, reúnem missas, procissões e muita animação. A temporada é aberta com os festejos à Santa Bárbara, que tem como ponto alto a distribuição de caruru – guisado de quiabo e camarão. Já a Lavagem do Bonfim arrasta uma multidão atrás.

 

NOITE NO RIO VERMELHO COM ACARAJÉSalvador tem uma barraquinha de acarajé em cada esquina, mas para experimentar os quitutes preparados pelas baianas mais famosas da capital siga para o bairro do Rio Vermelho. No Largo de Santana , Dinha, Regina e Cyra demarcaram seus territórios, reunindo turistas, boêmios e artistas que têm por sua baiana favorita a mesma paixão.

 

SOLAR DO UNHÃO / MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIAUm dos mais belos conjuntos arquitetônicos às margens da Baía de Todos-os-Santos, o Solar do Unhão abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia, reunindo mais de duas mil obras de pintores brasileiros como Di Cavalcanti, Portinari e Tarcila do Amaral.

 

IGREJA DO BONFIMA igreja do Senhor do Bonfim não é a mais bonita, mas com certeza, é a mais famosa de Salvador em função da tradicional “ Lavagem do Bonfim ”, comemoração marcada pelas baianas jogando água nos degraus do templo em uma festa que dura o dia inteiro, animada por blocos de afoxé.

 

ELEVADOR LACERDAA maneira mais original de circular entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa é através do Elevador Lacerda, um dos marcos da capital baiana inaugurado em 1872. Com 72 metros de altura, liga a Praça Tomé de Souza (parte alta) à Praça Cairu, onde fica o Mercado Modelo. Restaurado em 2002, ganhou nova iluminação.

 

BALÉ FOLCLÓRICO DA BAHIAA companhia profissional de dança folclórica faz espetáculos no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho. No repertório estão números variados do folclore brasileiro como a Puxada de Rede, o Boi-Bumbá, o Xaxado, o Maracatu, o Samba de Roda e a Capoeira. A dança Pantheon dos Orixás homenageia as religiões africanas como o candomblé.

 

CASA DO CARNAVAL DA BAHIALocalizada em pleno Pelourinho, ao lado da Catedral Basílica, a Casa do Carnaval foi inaugurada em fevereiro de 2018. A curadoria do projeto é do artista, designer e cenógrafo Gringo Cardia e o grande diferencial da casa é a interatividade, entregue aos visitantes por meio de diversos recursos multimídia.

 

PONTA DO HUMAITÁUm dos lugares mais charmosos de Salvador – com privilegiada vista da Baía de Todos-os-Santos e um pôr do sol espetacular – ainda é pouco explorado. Escondida na península de Itapagipe, na Cidade Baixa, reúne um pátio, uma igrejinha, um convento e um farol – arquiteturas típicas da capital baiana!

 

CURTIR AS PRAIAS DO NORTENo caminho para o aeroporto ficam as melhores praias para banhos. Itapuã, além do charme do farol, tem areias claras e águas verdes que formam piscinas naturais. Stella Maris intercala pontos com ondas e outros protegidos, reunindo surfistas e banhistas; enquanto Flamengo, com paisagem de coqueiros e dunas, é ponto de encontro da turma jovem.

 

PASSEIO PELO LITORAL NORTE DA BAHIACerca de 230 quilômetros separam Salvador de Mangue Seco, quase na divisa com o Sergipe. Ao longo da BA-009, batizada de Estrada do Coco até a Praia do Forte e, dali em diante de Linha Verde, há uma série de lugares especiais para um passeio de um dia ou para uma boa esticada.

 

CURTIR O PÔR DO SOLO pôr do sol no mar é um espetáculo que pode ser visto de vários pontos de Salvador. Os mais populares são o Farol da Barra e a praia do Porto da Barra. O mais distante, a  Ponta de Humaitá . Para um fim de tarde mais glamuroso, aposte nos bares e restaurantes da Bahia.

 

PASSEIO DE ESCUNA PELA BAÍA DE TODOS-OS-SANTOSO passeio de escuna pela Baía de Todos-os-Santos dura sete horas e passa por várias ilhas. A principal, onde acontece a parada para banhos, é a Ilha dos Frades, a quase duas horas de navegação a partir do Terminal Marítimo. Pequenina, tem apenas dois quilômetros de orla onde se espalham barracas de comidas e bebidas.

 

ARENA FONTE NOVAO estádio foi um dos primeiros a serem inaugurados no país para receber a Copa do Mundo de 2014.