Nesse artigo você vai conhecer mais sobre HPV – O que é, transmissão, sintomas, diagnóstico e tratamento, espero que goste, aproveite também para conhecer outros artigos relacionados na nossa categoria de dicas de saúde. Não esqueça de deixar seu comentário e compartilhar com seus amigos, fique a vontade e boa leitura.

Diariamente surgem na mídia diversas notícias sobre o HPV. No entanto, muitas dúvidas ainda são comuns sobre esse assunto. O objetivo deste texto é trazer informações para que você tire algumas dúvidas e fique por dentro desse tema.

O que é HPV?

O Papilomavírus Humano, mais conhecido como HPV, é um vírus que acelera a velocidade das mitoses celulares. Com isso, algumas células “defeituosas” podem surgir devido a essa divisão descontrolada e iniciar a formação dos temidos cânceres. Calma! Na grande maioria das vezes isso não ocorre e o vírus é eliminado pelo sistema imune do organismo.

Existem mais de 100 subtipos de HPV, sendo os de maior risco os subtipos 16 e 18, responsáveis por até 70% dos cânceres de colo do útero. Outros subtipos de menor risco podem causar verrugas genitais e cutâneas, especialmente os subtipos 6 e 11.

Como se transmite?

O HPV é transmitido na maioria das vezes por via sexual, podendo raramente ser transmitido por meio de objetos contaminados. Acomete pessoas de qualquer idade, sendo mais comum na faixa etária entre 20 e 40 anos, período de maior atividade sexual. Nos últimos anos houve um grande aumento na taxa de infecção pelo vírus devido ao aumento do numero de relações sexuais sem uso de preservativo e aumento da promiscuidade sexual.

Após a colonização pelo vírus, a infecção pode evoluir para:

  • Cura espontânea, com desaparecimento do vírus pela ação do sistema imune. É o que ocorre na maioria das pessoas saudáveis em torno de seis meses a dois anos.
  • Persistência do vírus associado a alterações leves ou sem alterações. As alterações celulares podem desaparecer, manter-se inalteradas ou evoluir para o carcinoma.

 

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Quais os sintomas?

 Na maioria das pessoas, a infecção pelo HPV é assintomática.

Pode-se manifestar como verrugas genitais, o condiloma acuminado, também conhecido como crista de galo. É facilmente percebido e pode levar a desconforto durante a relação sexual e grande redução da auto-estima do indivíduo. As verrugas genitais não se associam ao câncer de colo do útero. No entanto, indivíduos portadores do HPV de baixo risco também podem apresentar HPV de alto risco.

O câncer de colo do útero tem uma evolução lenta e silenciosa, se manifestando em torno de 10 a 15 anos após a infecção inicial. Os sintomas iniciais são inespecíficos e ocorrem em inúmeras doenças ginecológicas, tais como: corrimento vaginal, dor e sangramento vaginal, geralmente associado ao ato sexual.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e prevenção de complicações. As mulheres devem ser avaliadas periodicamente, inicialmente uma vez ao ano, para realização de exame físico cuidadoso e coleta de citologia, conhecido popularmente como preventivo. A citologia é o exame que detecta as alterações iniciais que podem evoluir para o câncer. Além disso, também deve ser realizado a colposcopia, um exame em que se visualiza o colo uterino após aplicação de algumas substâncias que podem alterar a tonalidade do colo uterino. Caso haja alguma alteração, é coletado um pequeno fragmento de tecido para biópsia.

Tratamento

O tratamento é extremamente variável de acordo com o acometimento. Em casos de lesões uterinas pequenas e que não evoluíram para câncer são utilizados tratamentos como crioterapia, eletrocoagulação, cirurgia de alta freqüência, conização, dentre outros. No caso de carcinoma invasivo, o tratamento é feito com base no estadiamento do tumor, isto é, de acordo com o nível de acometimento e comprometimento de outros órgãos. Envolve cirurgias extensas e pode haver necessidade de radio e quimioterapia.

Vacina

Atualmente a vacina quadrivalente (contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18) é disponibilizada gratuitamente pelo Ministério da Saúde para meninas de 9 a 13 anos e meninos de 11 a 15 anos. Após a aplicação da vacina, ocorre uma intensa produção de anticorpos contra o HPV e apesar da vacina não contemplar todos os subtipos do vírus, ocorre uma reação cruzada de anticorpos que confere proteção contra vários subtipos. Dessa forma, a vacina é uma excelente forma de prevenção do câncer de colo do útero e de verrugas genitais. Apesar da vacina não ser fornecida gratuitamente para outras faixas etárias, os estudos mostram que mesmo pessoas já infectadas se beneficiam do seu uso.

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