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O Metabolismo é o conjunto de transformações e reações químicas pelos quais se realizam os processos de síntese de degradação (ou decomposição) das células. Sua origem é do termo grego “metábole”, que quer dizer  “mudança” ou “troca”.  O  metabolismo ocorre com o auxílio de enzimas, por meio de uma cadeia de produtos intermediários. Estas reações estão diretamente ligadas aos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula e são a base da vida, possibilitando o crescimento e reprodução das células, mantendo as suas estruturas e adequando respostas aos seus ambientes.

Este processo está associado a três funções que são fundamentais e que ocorrem no corpo humano: nutrição (ingestão de elementos essenciais no organismo), respiração (oxidação desses elementos essenciais para geração de energia química) e síntese de moléculas estruturais (usando a energia produzida).

O metabolismo se divide em dois grupos chamados anabolismo (reações de síntese) e catabolismo (reações de degradação).

As enzimas são vitais para o metabolismo, pois possibilitam a realização de reações desejáveis, mas termodinamicamente desfavoráveis, ao acoplá-las a reações mais favoráveis. As enzimas regulam as vias metabólicas em resposta a mudanças no ambiente celular ou a sinais de outras células.

O metabolismo está diretamente ligado ao bom funcionamento de nosso organismo e ao nosso peso corporal.

 Acelerar o metabolismo para perder peso

Fazendo algumas alterações no estilo de vida, é possível mudar a forma como o organismo processa e armazena alimentos, ou seja, o metabolismo. O metabolismo diz respeito à quantidade de calorias que o organismo dispende para desempenhar suas funções, como respirar, bombear sangue e praticar atividade física. Acelerar o metabolismo significa fazer com que o organismo utilize mais energia para desempenhar o mesmo trabalho.

Há três tipos de metabolismo: metabolismo de repouso, termogênese alimentar e metabolismo de atividade física. O de repouso, também chamado de basal, está associado ao gasto necessário para manter as funções básicas, como o batimento cardíaco. Um dos principais meios de acelerar o metabolismo basal é elevar a massa magra, pois, para se manter ativo, o músculo gasta mais energia do que outros tecidos, como a gordura.

Digerir, absorver e metabolizar os alimentos faz o corpo gastar energia, ou seja, acelerar o metabolismo. Desta forma, quanto mais atividade você faz, mais calorias pode queimar e mais acelera seu metabolismo.

 

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Medidas para acelerar o metabolismo e emagrecer

  • Ao entrar no organismo, a água precisa ser ajustada para a temperatura do corpo. O organismo gasta energia para fazer equilíbrio térmico. Além disso, tomar água cerca de uma hora antes das refeições faz a pessoa comer menos.
  • A capsaicina, uma substância responsável pelo ardor de alimentos apimentados, como a pimenta, é capaz de acelerar o metabolismo em até 20%. Ela estimula a liberação de adrenalina e, consequentemente, aumenta os batimentos cardíacos, atividade que demanda energia.
  • Alimentos ricos em proteína, como carnes, leite e ovo, são mais difíceis de serem digeridos do que carboidratos e gorduras. Por esse motivo, a digestão de proteínas consome mais calorias, e aumenta o metabolismo.
  • O treino com intervalo é um método de treinamento que consiste em alternar o exercício entre intensidades muito altas (até 90% da frequência cardíaca máxima) e baixas a médias (não ultrapassando 70% da frequência cardíaca máxima), por, no máximo, 30 minutos. Esse treino faz com que o corpo continue queimando calorias por até uma hora depois da atividade, o que eleva o metabolismo e favorece o emagrecimento.
  • Tomar café da manhã influencia a velocidade do metabolismo ao longo do dia. Depois de um jejum noturno que varia de 8 a 12 horas, o corpo precisa de combustível. Se não nos alimentamos, pode ocorrer catabolismo muscular, que é quando o organismo queima músculo para obter energia. A consequência é um metabolismo Um café da manhã rico em fibras, proteínas e frutas é ideal para quebrar o jejum.
  • O estresse faz com que o corpo secrete altos níveis de cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal e aumenta a fome. Por isso, controlar os nervos ajuda a emagrecer.
  • Uma noite mal dormida atrapalha a produção de diversos hormônios. Não dormir no mínimo oito horas por noite afeta, por exemplo, a produção de cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal.
  • Trocar a gordura do corpo por músculo, por meio de musculação, por exemplo, é uma estratégia de acelerar o metabolismo. Quanto mais músculos o corpo tiver, mais calorias serão gastas, porque o músculo é o tecido que mais necessita de energia para manter-se ativo.
  • Comer de três em três horas estimula a termogênese alimentar, referente à quantidade de calorias que o corpo gasta para digerir, metabolizar ou armazenar os nutrientes. Fracionar a dieta é importante tanto para evitar que a pessoa sinta muita fome e exagere na próxima refeição quanto para acelerar o metabolismo.

Metabolismo celular

O metabolismo celular é um conjunto de reações químicas de um organismo que tem por finalidade a produção de energia para o funcionamento das células.

Além da produção de energia, durante o metabolismo celular também ocorre  a síntese de intermediários que participam de reações químicas, como lipídios, aminoácidos, nucleotídeos e hormônios. Por isso, o metabolismo celular é fundamental para a sobrevivência dos organismos.

O metabolismo celular é dividido em anabolismo e catabolismo.

O anabolismo compreende as reações de armazenamento de energia, ocorrendo a síntese de compostos. É a fase sintetizante do metabolismo. O catabolismo compreende as reações de liberação de energia, a partir da decomposição de moléculas. É a fase degradativa do metabolismo.

Fotossíntese e Respiração

A fotossíntese e a respiração são os processos mais importantes de transformação de energia dos seres vivos. A fotossíntese é uma ação físico-química que ocorre em nível celular. Ela se dá em seres clorofilados, que a partir do dióxido de carbono, água e luz, obtém a glicose.

A respiração celular é o processo da formação do ATP por meio da oxidação, empregando o oxigênio como agente oxidante. Durante esse trabalho, acontecem reações de quebra das ligações entre as moléculas liberando energia. Pode ser realizado de duas maneiras: a respiração aeróbica (na presença do gás oxigênio do ambiente) e a respiração anaeróbica (sem o oxigênio).

Exercícios

O Metabolismo da Atividade Física é o responsável por dispender energia enquanto o organismo está praticando atividades físicas específicas para a queima de energia e inespecíficas como lavar a louça ou escovar os dentes. O Metabolismo Alimentar atua desde a ingestão do alimento no processo de mastigação até o processamento dos nutrientes pelo organismo.

Os carboidratos trabalham para acelerar o metabolismo, pois acelera os músculos, o sistema nervoso e as células sanguíneas, o que o torna indispensável para ter disposição e estar sempre ativo. As gorduras também são essenciais para o metabolismo, pois posterga a digestão dos carboidratos e faz com que a energia produzida  pelo organismo seja gasta de forma homogênea. As proteínas reduzem a velocidade da digestão dos carboidratos e ainda ajuda na queima de calorias.

Metabolismo aeróbico

Regularmente ouvimos referências aos exercícios aeróbicos e exercícios anaeróbicos. Quando realizados regularmente, os exercícios aeróbicos permitem uma eficiente perda de peso. Para entendermos o porquê de eles conduzirem à perda de peso, temos de perceber como ele funciona.

Na presença de oxigénio, o metabolismo aeróbico produz ATP (adenosina trifosfato, a energia do corpo) a partir da quebra de glicogênio (processo conhecido por glicogenólise) e de gorduras (processo conhecido por lipólise). Apesar do sistema aeróbico não conseguir produzir ATP tão rápido quanto o sistema anaeróbico, ele consegue produzi-lo em maiores quantidades.

Quando se começa  a atividade física, o organismo se utilizad do metabolismo anaeróbico para gerar energia, pois este permite produzir ATP rapidamente, ainda que em poucas quantidades. Entretanto, se o tipo de exercício que está praticando é de baixa-média intensidade e longa duração, o organismo passa a produzir ATP por meio do sistema aeróbico.

Metabolismo anaeróbico

Como referido anteriormente, mal a pessoa inicia a sua atividade física, o sistema anaeróbico é ativado. Ele é o sistema energético predominante em atividades que durem até cerca de 90 segundos, como as séries de musculação, saltos em altura ou sprints.

De forma  a responder à demanda do organismo por grandes quantidades de energia de forma rápida, a glicose segue outras vias de produção de energia, vias essas que não necessitam da presença de oxigénio. Isto permite poupar muito tempo ao organismo.

Ao fim de 30 segundos de exercício físico de alta intensidade, este sistema já contribuiu com 60% da energia gasta. Após dois minutos de exercício intenso, a contribuição deste sistema caiu para os 35%.

O metabolismo anaeróbico utiliza os hidratos de carbono sob a forma de glicogénio muscular ou glicose. O glicogénio é quebrado em glicose que, por sua vez, é rapidamente quebrado na ausência de oxigénio para formar ATP e ácido láctico.

Cada molécula de glicose é capaz de produzir duas moléculas de ATP, o que o torna num sistema algo ineficiente. Ou seja, este sistema permite produzir energia de forma rápida, mas em pequenas quantidades.

Metabolismo aminoácidos

O conjunto de aminoácidos presentes nas células origina-se das proteínas exógenas (provém da dieta e são hidrolisadas no trato digestório) e das proteínas endógenas (hidrolisadas intracelularmente).

Degradação de proteínas

O método principal de degradação das proteínas é a sua ligação com ubiquitina. Este processo ocorre no citossol, e ocorre com gasto de ATP. A carboxila terminal da ubiquitina é unida por uma ligação semelhante à peptídica, mas com o grupo E-amino de um resíduo de lisina da proteína a ser degradada. Após esta ligação, outras moléculas de ubiquitina se ligam à proteína. Neste ponto a proteína está ubiquitinada e destinada à degradação. A proteína interage com um grande complexo proteolítico, o proteassomo, capaz de hidrolisar suas ligações peptídicas.

Degradação de aminoácidos

A degradação de aminoácidos segue um padrão, apesar de ocorrer por vias diferentes: primeiro o aminoácido é desaminado, e a cadeia carbônica restante é convertida em compostos comuns ao metabolismo de carboidratos e lipídios.

Síntese de aminoácidos

Aminoácidos essenciais: aqueles que precisam ser obtidos pela dieta porque não são sintetizados pelo organismo.

Aminoácidos não-essenciais: aqueles que podem ser sintetizados a partir dos aminoácidos essenciais.

As proteínas são macronutrientes importantes, pois fornecem os aminoácidos essenciais para diversas funções estruturais, de proteção, reguladoras e de transporte nos fluidos biológicos. As proteínas, diferentemente dos carboidratos e dos lipídios, possuem em sua composição o nitrogênio (16%) junto com enxofre e alguns minerais como fósforo, cobalto e ferro. As proteínas são formadas pelas combinações de 20 aminoácidos, sendo nove essenciais e onze não-essenciais. Quanto à sua origem, as proteínas podem ser exógenas (ingeridas pela dieta) ou endógenas (hidrólise das proteínas das células do organismo).

Como a maioria dos seres vivos não são capazes de armazenar aminoácidos ou proteínas, quando as necessidades proteicas estão satisfeitas, o excesso de aminoácido deve ser oxidado.

A oxidação dos aminoácidos não é feita por uma via única, mas há um padrão a ser seguido: primeiramente há a remoção do grupo amino e depois a oxidação da cadeia carbônica. Nos mamíferos, o grupo amino se converte em ureia e as cadeias carbônicas em compostos intermediários do metabolismo de carboidratos e lipídios.

Metabolismo catabólico

Chama-se catabolismo ou metacatabolismo a parte do metabolismo que se refere à assimilação ou processamento da matéria orgânica adquirida pelos seres vivos para fins de obtenção de energia.

Este conjunto de processos diz respeito às vias de degradação, ou seja, de quebra das substâncias. Parte sempre de moléculas que contêm quantidades importantes de energia, como polissacarídeos, lipídios, ácidos nucleicos e proteínas que são degradados em unidades menores e com menor quantidade energética como monossacarídeos, ácidos graxos, nucleotídeos e aminoácidos, respetivamente. Ou seja, moléculas grandes são constituídas por longas cadeias de monômeros (mono = um + mer = parte) e por isso são chamadas de polímeros (poli = muitos). A energia resultante do catabolismo é aproveitada pelo organismo que normalmente a armazena nas células em forma de compostos trifosfatados, como o ATP e o GTP.

Portanto, o catabolismo é o responsável pelo fornecimento da energia química necessária para a manutenção e o crescimento das células. Exemplos de processos catabólicos incluem a glicólise, a quebra das proteínas musculares para a utilização dos aminoácidos como substrato para a gluconeogênese e a quebra de lipídios do tecido adiposo em ácidos graxos.

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