Ansiedade: saiba se você sofre com o mal do século

Com mais de 10 milhões de brasileiros atingidos é preciso conhecer essa doença, suas causas e quais são as opções disponíveis de tratamentos

13/06/2018 –

A ansiedade é uma reação que todo indivíduo vivencia em algum momento da vida, como a expectativa para datas ou acontecimentos importantes. Porém, algumas pessoas sentem isso de forma mais frequente e intensa, tornando-a patológica e refletindo em sua saúde. Como saber quando esses sentimentos ultrapassam os limites da normalidade? Com mais de 10 milhões de brasileiros atingidos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é preciso conhecer essa doença, suas causas e quais são as opções disponíveis de tratamentos.

A ansiedade patológica é causada por questões emocionais que a pessoa não soube ou não sabe lidar, como o medo de realizar seu trabalho eficientemente. Isso não quer dizer que ela não confia em sua performance, mas pode ser reflexo de fortes cobranças familiares quanto ao seu sucesso pessoal.

Entre os principais sintomas estão:

– Alterações do sono: dificuldade para dormir, ou insônia antes de acontecimentos importantes ou por não conseguir parar de pensar em algo que aconteceu;
– Enxergar perigo em tudo: superestimar o perigo nas situações que teme ou evita. Nesses casos, o medo e a ansiedade são excessivos, levando a pessoa a deixar de realizar um exame simples, pelo medo de ter alguma doença terminal, por exemplo;
– Sintomas físicos: como tensão muscular constante, dor de estômago, falta de ar, aceleração cardíaca;
– Irritabilidade e mudança de humor;
– Inquietação constante: dificuldade de concentração, fadiga, inquietação, angústia intensa e frequente que dificulta a conclusão de tarefas.

Quais as opções de tratamento?

Por ser um problema comum que atinge pessoas independentemente de sexo, faixa etária ou situação financeira, os tratamentos variam de acordo com o perfil de cada um.

Um caminho é a psicoterapia, que permite ao paciente entrar em contato com questões emocionais que causam as crises. Conhecida a causa, o trabalho passa a ser de mudança de comportamento diante das situações e pensamentos que geram a ansiedade. Também pode ser necessária a associação de medicamentos, indicados pelo médico psiquiatra.

Outras atividades também contribuem, como a prática exercícios regularmente, e a redução do consumo de bebidas alcoólicas, cafeinadas e a nicotina, pois são substâncias estimulantes.

*Adriana Pereira (CRP 06/93887) é psicóloga cadastrada na plataforma on-line de serviços de saúde por preços acessíveis. https://doutor123.com.br/